segunda-feira, 4 de junho de 2018

Marca de azeite mistura óleo impróprio para consumo

Azeite
Foto: Pixabay
Proteste, entidade de defesa do consumidor, aponta que as amostras testadas da marca de azeite Tradição apresentaram indícios de fraude, ou seja, não se tratava de azeite extravirgem, mas sim de uma mistura de óleos, diferentemente do informado no rótulo. Além disso, um dos óleos era do tipo lampante, que tem cheiro forte e acidez elevada e, por isso, não é recomendado para consumo humano.
Os testes laboratoriais foram realizados em 2017 e envolveram outras marcas, cujos resultados foram divulgados na época. Nos testes dos anos de 2013, 2016 e no primeiro teste de 2017, o azeite Tradição já havia sido descartado da avaliação pelo mesmo motivo. No ano passado, a fabricante do azeite entrou com um pedido liminar tentando impedir a divulgação dos resultados da primeira avaliação.
Após batalha judicial, a Proteste ganhou em 1ª instância a ação judicial.  Em maio, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou totalmente improcedente os pedidos da empresa detentora do azeite, permitindo a publicação dos resultados do teste aos consumidores finais.
Vale citar ainda que no segundo teste realizado em 2017, outro azeite produzido pela Monções Indústria e Comércio - o Tradição Brasileira - foi eliminado nos testes da Proteste por motivos similares. O produto apresentava indícios de adição de outros óleos vegetais.

com informações de yahoonotícias