segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Bolsonaro irá ouvir recomendação da segurança sobre Rolls-Royce

Carros da política durante ensaio da cerimônia de posse


O presidente eleito Jair Bolsonaro não irá tomar uma decisão sozinho sobre o uso do Rolls-Royce, um carro aberto, durante o cortejo da posse presidencial nesta terça-feira (1º). Ele irá ouvir a recomendação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável pela segurança do evento. 

A interlocutores, Bolsonaro disse que o que a segurança recomendar, ele vai cumprir: "Não adianta ficar todo bonitão e tomar um tiro". O carro aberto, no entanto, não está descartado. “Nós vamos até o último segundo com as duas possibilidades”. O presidente eleito ainda se recupera de um ataque à faca durante evento de campanha em Juiz de Fora em 6 setembro. 

Neste domingo, em entrevista coletiva após o último ensaio da cerimônia de posse, o general Heleno, futuro ministro do GSI, disse que a decisão sobre o Rolls-Royce se chama: "Jair Messias Bolsonaro", e que será tomada minutos antes da cerimônia de posse. O fato da decisão ser tomada de última hora faz parte da estratégia da segurança: "Ações de segurança têm caráter sigiloso", disse o general Heleno ao ser questionado sobre a presença ou não de policiais à paisana armados entre a população.

Sobre o critério da recomendação do uso do Rolls-Royce e qual seria a posição do GSI, ele disse: "O critério chama-se Jair Messias Bolsonaro e se eu tivesse que aconselhar não faria na frente das câmeras". 

O general Sérgio Etchegoyen, atual ministro do GSI, minimizou a discussão sobre o uso do Rolls-Royce: "A decisão do carro aberto ou fechado, que é uma coisa menor, será decidida no dia 1º entre o general e o presidente Jair Bolsonaro. A cerimônia é o simples coroamento da festa da democracia para que o desejo de milhões de brasileiros se concretize. Não vamos reduzir a festa a carro aberto ou fechado". 

O carro aberto não será o único momento em que Jair Bolsonaro estará mais exposto, ao ar-livre, durante a cerimônia. Ele também irá subir a rampa do Congresso Nacional e a rampa do Palácio do Planalto, além de passar as tropas em revista na saída do Congresso e receber a faixa e falar no parlatório no Palácio do Planalto, virado para a Praça dos Três Poderes. O Rolls-Royce é, portanto, apenas uma pequena parte da cerimônia, mas tem, no imaginário, o peso do atentado sofrido pelo presidente americano Jonh F. Kennedy, assassinado a tiros enquanto desfilava em um carro aberto, a limousine presidencial, em Dallas, em novembro de 1963. 

A segurança de toda a posse foi reforçada em função do atentado sofrido por Bolsonaro em setembro e pelas ameaças que ele ainda enfrenta. Os acessos à Esplanada dos Ministérios estão mais restritos à população e a jornalistas que farão a cobertura, na comparação com as posses de Fernando Henrique, Lula e Dilma. O número de policiais, de atiradores de elite e de outros instrumentos de segurança também foi aumentado. 

com informações do R7.com