terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Segurança do Extra fala primeira vez desde morte de jovem

Segurança Davi Amâncio afirmou, em entrevista à TV Record, que Pedro chegou a pegar sua arma. (Foto: Reprodução/TV Record)
O segurança do supermercado Extra Davi Ricardo Moreira Amâncio, acusado de matar o jovem Pedro Henrique Gonzaga, 19, com uma “gravata” na unidade da Barra da Tijuca, no Rio, falou pela primeira vez com a imprensa desde o ocorrido, no dia 14 deste mês.
Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, Davi Amâncio confirmou a versão dada em depoimento à Polícia Civil de que Pedro teria tentado – e conseguido – pegar a arma após fingir um desmaio.
“Ele pegou a arma literalmente. Quando a gente cai no chão, minha mão solta da arma do coldre, a mão dele vai direto na arma e ele consegue efetuar o saque porque a arma está solta. Ele fica em poder da arma, em posse da arma de fogo”, narrou o vigilante.
A versão dada por Davi ainda não foi confirmada pela Polícia Civil ou foi registrada pelas imagens de vídeos durante a abordagem. O vigia Edmilson Felix, ouvido pela TV Record, confirmou a versão do vigilante.
“Quando os dois (Davi e Pedro Gonzaga) caem no chão, o coldre do Davi arrebenta, eu vi, e a arma fica vulnerável. Vi o Pedro sacando a arma e virando o revólver. Eu consegui intervir colocando a mão no tambor. Eu travei a arma e evitei que ele fizesse o disparo”, descreveu Felix, que estava ao lado de Davi no dia.
Segundo Amâncio, o jovem já tinha tentado pegar o revólver antes de caírem no chão. “Ele me agrediu literalmente. Já chegou me empurrando. Eu estava com a arma no coldre, nas mãos, e ele me empurra arrastando a geladeira, e a gente cai do outro lado”.
Momento em que, segundo Davi Amâncio, jovem tentou pela primeira vez pegar sua arma. (Foto: Reprodução/TV Record)
O segurança alegou na entrevista que não soltou o jovem após a imobilização por acreditar que ele estava fingindo um desmaio. “Ele me agrediu, fazia força e eu o tempo todo tentando conter esse rapaz. (…) Não dava pra perceber, mas acreditava que ele estava fingindo como ele fingiu das outras duas vezes. Tive medo de sair de cima dele e ele se revoltasse, acordasse como quando ele partiu pra cima de mim, e fazer um estrago ali naquela loja”.
Davi, que responde em liberdade, foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A família de Pedro Henrique, no entanto, quer o indiciamento por homicídio doloso.
“Ele (Davi) agiu com dolo direto e tava sendo alertado pela mãe para parar com a agressão. Ele usou o antebraço para esganar o Pedro e a morte foi por esganadura”, afirmou o advogado Marcelo Ramalho, que defende da família do jovem.
O advogado de defesa de Davi alega que o segurança foi induzido ao erro já que Pedro teria fingido desmaios anteriores.

REGISTRO CASSADO

O registro de segurança de Davi foi cassado após revelação de que ele foi condenado pela Justiça em 2017 por agredir uma ex-companheira. Segundo a PF (Polícia Federal), Davi não poderia trabalhar como vigilante por ja ter condenação transitado em julgado, quando não cabe mais recurso.
Em nota, o supermercado Extra informou que rescindiu o contrato com a empresa de segurança da qual Davi era contratado “independente do final do processo”.

com informações de yahoonotícias