segunda-feira, 3 de junho de 2019

Litro de leite na Venezuela custa 30% do salário mínimo

Venezuelan Carlos Daniel Herrera, 23, who suffers psychiatric problems and severe malnutrition rests at the Jehova Gire shelter, a half-done building of the judiciary in Petare neighborhood, Caracas on May 19, 2019. - Symbol of squatting since the time of the late Venezuelan President Hugo Chavez (1999-2013), the concrete skeleton is the home of indigents, victims of disasters and others who fell in disgrace with the worst economic crisis in the recent history of the oil-producing country. (Photo by MARVIN RECINOS / AFP) (Photo credit should read MARVIN RECINOS/AFP/Getty Images)
Foto: Marvin Recinos/AFP/Getty Images
A inflação na Venezuela ultrapassa mais de 1 milhão por cento, segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Milu de Almeida, conselheira das comunidades pela Venezuela, diz que o povo que ganha um salário mínimo não consegue chegar aos produtos e dá um exemplo: "um litro de leite está em 12 mil [bolívares], e o salário mínimo é de 40 mil", o equivalente a cerca 30% do salário mínimo.
Muitos dos comerciantes, como já não confiam no valor da moeda oficial, pedem as trocas comerciais em dólares, “o que é ilegal”, afirmou Milu.
Uma reunião conjunta está sendo realizada hoje (3) em Nova York entre o Grupo de Contato Internacional para a Venezuela e o Grupo de Lima. O objetivo do encontro é contribuir para uma solução pacífica e democrática para a crise no país.

MADURO FORA ANTES DO FIM DE 2019

O líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por meia centena de países, previu neste sábado (1) que o presidente Nicolás Maduro deixará o poder antes do fim do ano.
Durante um comício na cidade de Pedraza (estado de Barinas, oeste), Guaidó disse que "foram anos para construir a maioria" opositora para chegar ao cenário atual, que considera definitivo para conseguir o "cessar da usurpação" do poder por Maduro.
"Já estamos em um momento de definições, momento de avanços, de ações", afirmou o líder do Parlamento, único poder nas mãos da oposição.
Desde que se proclamou presidente interino, em 23 de janeiro, Guaidó encabeça a chamada Operação Liberdade, uma via que busca destituir Maduro, estabelecer um governo de transição e convocar eleições livres.
"Isto não começou em 2019, mas digo a vocês: vai, sim, terminar em 2019, com a graça de Deus", acrescentou o parlamentar, que desde a sexta-feira visita a região das planícies venezuelanas.
Guaidó aceitou a mediação da Noruega para explorar uma saída negociada à queda de braço com Maduro, que se mantém agarrado ao poder com o apoio de militares, Rússia e China.
Entre segunda e quarta-feira passadas, as partes mantiveram um encontro frente à frente em Oslo que, segundo o legislador, terminou "sem acordo". Em meados de maio, mantiveram contatos em separado com o governo norueguês.
Apoiado por Washington, o opositor reiterou que "todas as opções estão sobre a mesa", sem descartar uma intervenção militar americana, após estabelecer contatos com o Pentágono.
com informações de yahoonotícias