sábado, 14 de dezembro de 2019

Louco !!! Bombeiro agride e raspa o cabelo da filha de 14 anos após ver vídeo com cigarro e bebida

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Foto: Arquivo pessoal

Um sargento do Corpo de Bombeiros do Rio raspou o cabelo da própria filha, uma adolescente de 14 anos, ao se irritar com um vídeo em que a menina aparecia supostamente tomando bebida alcoólica e fumando cigarro. A informação é do jornal Extra, segundo o qual o caso, registrado na 30ªDP (Marechal Hermes), aconteceu na madrugada de quinta-feira (12) em Bento Ribeiro, na zona norte.


O sargento e a mãe da adolescente são separados. A polícia informou que a filha passava uns dias na casa do pai, mas acabou sendo alvo do comportamento descontrolado do militar. Ele disse, em depoimento, ter recebido um vídeo em que a filha aparecia reunida com outros jovens numa praça próximo de casa. Nas imagens, teria visto bebida e cigarro.


A delegacia de Marechal Hermes, que abriu inquérito para apurar as circunstâncias em que tudo aconteceu, afirmou que o bombeiro disse imaginar que se tratasse de um cigarro de maconha, e passou a acreditar que a filha não era mais virgem. 

Por causa disso, seguiu contando em depoimento, ficou nervoso e passou dos limites. A adolescente negou as acusações do pai. Conforme o Extra, a mãe e a adolescente decidiram comprar uma peruca para tentar minimizar o trauma da jovem. Como a peruca custava aproximadamente R$ 3 mil, amigos decidiram criar uma vaquinha online para ajudar a pagar.

De acordo com a versão da vítima à polícia, além de raspar o cabelo dela, o sargento ainda a teria agredido com socos no rosto e no braço, onde apresenta hematomas. “Ele me xingou muito e disse que não prestava. Falava 'você é piranha igual sua mãe'. Agora estou um pouco melhor, mas eu me olhava no espelho e só chorava”, lembrou a garota.

Segundo a mãe, o sargento sempre foi muito agressivo com palavras e já teria agredido a filha outras vezes, mas nunca com tanta violência. A Polícia Civil solicitou à Justiça a proibição do sargento de encontrar a menina até que o inquérito seja concluído. A medida protetiva, informaram os agentes, já foi deferida.

A Polícia Civil informou, em nota, que foram instaurados dois inquéritos: um para apurar as lesões e injúrias à menor, e outro, inicialmente, para apurar disparo de arma de fogo. Já o Corpo de Bombeiros informou também por meio de nota que instaurou processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do militar, e que a Corregedoria Interna da corporação determinou a suspensão do porte de arma do sargento.

Na esfera criminal, a competência é da Polícia Civil. A corporação informou ainda que o CBMERJ reforça que não compactua com atos ilícitos ou que vão de encontro à ética, à moral e aos bons costumes.