quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Lula retoma série de críticas a Bolsonaro e reforça intenção de unir a esquerda

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Em evento no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou as críticas que vem fazendo ao governo Bolsonaro desde que deixou a prisão e sinalizou mais uma vez que deseja unir o próprio partido a outras siglas como estratégia para recuperar o protagonismo da esquerda em eleições futuras, como as de 2020 e 2022.

Durante o discurso feito no Circo Voador, na Lapa, região central da cidade, Lula foi acompanhado por apoiadores petistas, como a ex-presidente Dilma Rousseff e Fernando Haddad, candidato petista derrotado no segundo turno das eleições do ano passado. Também esteve presente o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que almeja contar com o apoio de Lula para tentar se eleger prefeito da capital fluminense no ano que vem. — Vamos reestabelecer nossas relações com o PSOL, o PC do B e com grande parte do PDT — afirmou Lula, que também defendeu recentemente a existência de candidaturas próprias do PT nas cidades brasileiras em 2020.

Praticamente todos os discursos de autoridades e apoiadores de Lula presentes no evento tiveram o presidente Jair Bolsonaro e figuras de seu governo como objeto. O ex-presidente criticou diversas medidas do primeiro ano de mandato do oponente político, como as nomeações de ministros, a extinção do Ministério da Cultura, a proposta de um excludente de ilicitude no pacote anticrime, a diminuição de recursos para produções audiovisuais nacoonais e as críticas recentes de Bolsonaro ao acadêmico Paulo Freire.

Atitudes autoritárias como essas não deixam dúvidas de que esse é o governo do avesso. Bota para cuidar da cultura os inimigos da cultura. Para cuidar do meio ambiente os inimigos do meio ambiente. Das relações internacionais os inimigos da diplomacia. Bota machista para criar políticas para as mulheres e racistas para a fundação que defende o direito do negro — declarou Lula, que classificou Bolsonaro como uma "figura grotesca politicamente".Na mesma linha do ex-presidente, Haddad se referiu a Bolsonaro como "tosco" e disse acreditar que o atual ocupante do Palácio do Planalto "nunca leu uma linha" das obras de Paulo Freire.
com informações de yahoonotícias