sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Dados de emprego do IBGE mostram que o mercado de trabalho do Brasil é informal

Foto: REUTERS/Nacho Doce
Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE mostraram que o mercado de trabalho brasileiro é informal. São 41,1% da mão de obra ocupados em trabalhos sem proteção, chegando a mais de 50% em 11 estados, batendo recorde em todos as unidades da federação no ano passado. Esse quadro mantém o crescimento da economia em marcha lenta.
Sem segurança no trabalho, sem saber quanto vai receber no fim do mês ou se terá salário garantido, as famílias, que respondem por quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB), evitam se endividar. O consumo mais voltado para bens duráveis patina, e com isso, o investimento desses setores também, limitando a recuperação da economia, a mais lenta da história brasileira.


O Brasil perdeu 3,2 milhões de empregos formais desde 2014, ano do início de uma das maiores recessões vividas pelo país, mesmo com a ocupação tendo crescido em 1,8 milhão no mesmo período. Os setores que absorvem esses trabalhadores são de transporte, concentrado em motoristas de aplicativos, e de alojamento, com a proliferação de vendedores de quentinhas.
Espera-se que o Produto Interno Bruto (PIB) suba perto de 2% este ano, projeção em queda diante do enfraquecimento da expansão global com a epidemia do coronavírus e com a frustração com os resultado da indústria, comércio e serviços no fim do ano, mostrando que 2020 começou devagar. O Banco Central divulgou sua prévia do PIB, de 0,89%, indicando que em 2019, o país avançou menos que em 2018 (os dados oficiais saem em março).
No fim do ano passado, os analistas previam alta superior a 2% para 2020. Agora, está virando o teto. O mercado de trabalho precário, com o salário estagnado, 41 milhões de trabalhadores na informalidade, 11 milhões desempregados e 26 milhões subutilizados, não vai fazer a economia deslanchar como o país precisa.

com informações de yahoonotícias