sábado, 25 de abril de 2020

Ala do DEM defende que ministra da Agricultura deixe o governo após demissão de Moro

| |
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 17.07.2019 - A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante entrevista à Folha em seu gabinete em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Depois da demissão do ministro Sergio Moro (Justiça) nesta sexta-feira (24), cresceu dentro do DEM uma ala que defende a saída da ministra Tereza Cristina (Agricultura) do governo de Jair Bolsonaro.
A avaliação de integrantes da cúpula do partido é que a ministra é uma das estrelas do governo e deve deixar a Esplanada antes para que não seja atrelada a notícias negativas em torno de Bolsonaro, como as acusações que Moro fez nesta sexta, de que o presidente teria o objetivo de interferir no trabalho da Polícia Federal.
Tereza Cristina também tem sido alvo de ataques por parte de bolsonaristas por ser do partido de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, definido por Bolsonaro como um adversário.
Ela própria já disse a seus correligionários estar incomodada com a ofensiva virtual de apoiadores de Bolsonaro. A ministra também tem atuado para manter pontes com a China, principal consumidora do agronegócio brasileiro, após seguidas críticas do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao país.
Diante dos ataques e da escalada na crise do governo com sucessivas demissões, integrantes do DEM avaliam que não são pequenas as chances de ela pedir para deixar o Ministério.
Dirigentes do DEM repisam que Tereza assumiu a pasta da Agricultura sem ser uma indicação do partido e que, por isso, a sigla não deverá condicionar a sua permanência na legenda à saída do Ministério.
Mas avaliam que o ideal para preservar a sua imagem e também para afastar a figura do DEM do governo seria que ela pedisse demissão. Esta posição é defendida principalmente por aliados de Maia.
Nesta quinta (23), o presidente do DEM, ACM Neto, esteve reunido com Bolsonaro. Segundo relatos, o dirigente do partido avaliou que a conversa foi "mais do mesmo", com gestos do presidente de que quer manter um bom diálogo com a sigla. Na ocasião, porém, Bolsonaro voltou a criticar o presidente da Câmara.
com informações de yahoonotícias