quarta-feira, 27 de maio de 2020

Bolsonaro teme que Carlos seja alvo de próxima ação do inquérito das fake news

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Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) relatou a aliados um temor de que seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador no Rio de Janeiro, torne-se o próximo alvo de uma operação do inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga o esquema de fake news.
Na visão do presidente, na manhã desta quarta-feira (27) ocorreu justamente o que vinha lhe dando preocupação desde o fim de semana: uma ação que atingisse seus aliados.
Ao determinar medidas contra políticos, empresários e ativistas bolsonaristas nesta quarta, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, citou a suspeita de participação do chamado gabinete do ódio --grupo de servidores lotados na Presidência da República.

Depoimentos de deputados federais descreveram, segundo a decisão de Moraes, um suposto esquema coordenado pelo Palácio do Planalto para propagar pautas antidemocráticas e campanhas de difamação contra adversários políticos.

Um dos relatos transcritos na decisão é o de Heitor Freire (PSC-RJ), que menciona diretamente assessores do "gabinete do ódio" da Presidência, tutelado e idealizado por Carlos Bolsonaro.
Segundo um assessor palaciano, o presidente classificou nos bastidores a operação desta quarta como "ilegal" e "despropositada"
Apesar do revés, houve alívio no Palácio do Planalto pelo fato de, neste momento, Carlos Bolsonaro não estar entre alvos da ação policial. Ele é visto, no entanto, como um possível próximo, o que tem causado preocupação em Bolsonaro.
O jornal Folha de S.Paulo mostrou no dia 25 de abril que as investigações identificaram indícios dele no esquema de notícias falsas. O inquérito busca elementos que comprove sua ligação e sustente seu possível indiciamento dele ao fim das apurações.