sábado, 23 de maio de 2020

É o manso: Presidente da Caixa diz que poderia pegar suas 15 armas para 'matar ou morrer'

| |
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante entrevista coletiva
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que, se ocorresse com ele um episódio parecido ao vivenciado pela família do deputado Luiz Lima (PSL-RJ), pegaria suas 15 armas e "ia matar ou morrer".

No dia 21 de abril, a mulher do parlamentar foi detida pela PM na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, acusada de descumprir o decreto do governador Wilson Witzel que proíbe a frequentação de determinados locais como medida para tentar conter a contaminação da população pelo novo coronavírus. Segundo Guimarães, a filha do casal, de 14 anos, que acompanhava a mãe, também foi levada à delegacia no camburão.

A declaração foi dada na reunião ministerial de 22 de abril, da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo. O vídeo, que faz parte de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar se Bolsonaro interferiu nos trabalhos da Polícia Federal, foi divulgado nesta sexta-feira.

"O Luiz Lima, que nadou com meu pai, foi atleta olímpico, teve a esposa e a filha de catorze anos presa ontem, no camburão. Que porra é essa? Desculpa. Que porra é essa? O cara vai pro camburão com a filha. 

Se fosse eu, ia pegar minhas 15 armas e ia dar uma. Eu ia morrer. Porque se a minha filha fosse pro camburão, eu ia matar ou morrer. Que isso? Tava nadando. É uma atleta olímpica. Você tira a pessoa, a pessoa tá nadando com 14 anos. Eu tenho uma filha Maria de 14 anos. Se a minha filha fosse pro camburão, ou eu matava ou morria. Que isso?", disse Guimarães.

Depois criticou o governador Wilson Witzel: "Então o governador rouba, aí ele sai prendendo todo mundo, e fica tudo isso por isso mesmo."Ele também afirmou que a Caixa tem 30 mil funcionários trabalhando "sem esse negócio, essa frescurada de home office". 

E reclamou da imprensa: "Então o que que a imprensa quer? Que você pague e dane-se os funcionários da Caixa. Mas se morrer dois, Jornal Nacional, presidente Bolsonaro e presidente Pedro irresponsáveis porque abriram. A gente só vai levar porrada..."
com informações de yahoonotícias