terça-feira, 26 de maio de 2020

Flavio Bolsonaro ironiza acusações de Witzel e alerta: "Vão descobrir mais coisas a seu respeito"

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Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), fez uma live em uma rede social nesta terça-feira (26) para defender a operação da PF (Polícia Federal) contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).
A operação, autorizada pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mira um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados ao combate ao coronavírus no estado. A Polícia Federal apreendeu o aparelho de celular e o computador do governador.
Flávio Bolsonaro fez vários ataques contra o governador. A reportagem procurou Witzel, mas ainda não obteve retorno.
"Não tem nada a ver com Polícia Federal isso. Isso um ministro do STJ autoriza a busca e apreensão na sua casa, todo o processo legal cumprido. E aí você quer colocar a culpa na Polícia Federal, que apenas executou uma ordem de um ministro do STJ?", falou o senador, referindo-se ao governador do Rio.
Witzel é desafeto do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente mudou a cúpula da Polícia Federal, gesto que motivou a saída do governo do então ministro da Justiça, Sergio Moro.
A ação desta terça-feira foi deflagrada um dia após ser nomeado o novo superintendente da corporação no Rio, Tácio Muzzi. A representação da PF no estado está no centro de uma investigação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que apura se o presidente buscava interferir politicamente em investigações da corporação. Flávio Bolsonaro considerou a relação entre os fatos como "absurda".
"Essa investigação começou na Polícia Civil do Rio de Janeiro. Não tem nada a ver com Polícia Federal, com essa narrativa absurda de que foi a mudança na Polícia Federal que ocasionou essa diligencia de hoje. Não foi. Witzel estava sendo investigado há vários meses", disse o senador.
O governador do Rio afirmou, por meio de uma nota, que não cometeu irregularidades e apontou interferência de Bolsonaro na investigação. Ele apontou como evidência da interferência o fato de a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) ter mencionado nesta segunda (25) ações iminentes da PF contra governadores.
"Vão descobrir mais coisas a seu respeito. E não é só isso não. Não é informação privilegiada. Isso é assunto de botequim, mesa de bar", disse. O filho do presidente da República ainda fez novas acusações contra o governador do Rio de Janeiro, relacionadas ao pagamento de propina.
"O que falam, governador, é que o senhor está extorquindo empresários e você fazendo acordo para extorquir empresário, cobrando porcentagem do empresário para liberar dinheiro que ele tem direito. Tem tanta coisa errada no seu governo", disse.
Essa foi a primeira vez que Flávio Bolsonaro fez uma live em suas redes sociais, desde que vieram à tona as denúncias feitas pelo empresário Paulo Marinho, no inquérito que apura tentativa de interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Marinho é primeiro suplente do senador.
com informações de yahoonotícias