quarta-feira, 24 de junho de 2020

No RN, 7,3% da população teve sintoma gripal em maio

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O Rio Grande do Norte tem a segunda menor proporção de pessoas com algum sintoma gripal do Nordeste, 7,3%, o que equivale a 258 mil habitantes. Essa é a quarta menor proporção do Brasil, na frente apenas de Mato Grosso do Sul (5,9%), Piauí (5,6%) e Mato Grosso (5,4%). Do total de pessoas com sintomas no RN, 21,3%, 55 mil foram a algum estabelecimento de saúde.
Percentual de pessoas que apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais no total da população (%) - Unidades da Federação - maio de 2020



Esse é um dos dados da “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) covid-19”, divulgada hoje pelo IBGE com dados estaduais. O levantamento traçou um cenário do mercado de trabalho e saúde em todo o Brasil no mês de maio.
A pesquisa também mostra que 80,5% da população potiguar depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso significa 2,8 milhões de pessoas. Os outros 20% podem recorrer a um plano de saúde.
Lares com idosos: uma em cada quatro tem pessoa com sintoma de covid-19
Um em cada quatro domicílios potiguares com idoso tem morador com sintomas da covid-19. O percentual de domicílios com idoso e com ao menos um morador com sintomas referenciados conjugados de covid-19 foi 24,6%. Considera-se que apresentou sintomas conjugados as pessoas que tiveram perda de cheiro ou sabor ou tosse; febre e dificuldade para respirar; ou febre, tosse e dor no peito. Bahia (16,2%) e Roraima (16,1%) apresentaram os percentuais mais baixos de domicílio nessa condição.

TRABALHO

No RN, pandemia dificulta acesso de 420 mil ao mercado de trabalho

No Rio Grande do Norte, 29% das pessoas não ocupadas não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade onde moram. Esse percentual representa 420 mil norte-rio-grandenses. Entre os estados do Nordeste, essa é a segunda menor proporção. Só a Paraíba (27%) tem um percentual menor.
No contexto de pandemia e isolamento social, o dado das pessoas impedidas de procurar trabalho por medo de contaminação ou por não encontrarem vagas na localidade onde moram é até mais importante que a taxa de desocupação. Isso porque essa taxa considera apenas aqueles que procuram efetivamente trabalho.
No Rio Grande do Norte, a taxa de desocupação foi de 12,3% em maio, a terceira maior do Nordeste e sexta maior do Brasil. São 173 mil potiguares em busca de trabalho formal ou informal.
Informalidade
O Rio Grande do Norte tem a menor taxa de informalidade do Norte e Nordeste: 39,2%. Em números absolutos, são 483 mil informais. “O baixo índice de informalidade, nesse caso, não significa crescimento do mercado formal no período de pandemia, mas pode representar consequência da saída de muitas pessoas do trabalho informal da força de trabalho, ou seja, simplesmente pararam de trabalhar ou procurar trabalho no mês de maio”, ressalta Flávio Queiroz, Supervisor de Disseminação de Informações do IBGE no Rio Grande do Norte.
Auxílio emergencial: mais da metade das residências tiveram recebimento
Mais da metade dos domicílios do RN, 53%, tiveram algum morador que receberam auxílio emergencial. A média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios foi R$ 888,00.
No Nordeste, 54,8% dos domicílios tiveram recebimento do auxílio, que correspondeu, em média, a R$ 907,00. O Amapá foi o estado com média mais alta do valor recebido de auxílio por domicílio R$ 1.028,00 e o maior percentual de residências onde moradores recorreram ao auxílio (61,8%).