quarta-feira, 1 de julho de 2020

Câmara aprova em primeiro turno proposta que adia eleições para novembro

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EBC | Saiba o que faz o presidente da Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, em primeiro turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais de 4 de outubro para 15 de novembro. Foram 402 votos a favor, 90 contra e quatro abstenções. Deputados ainda precisam votar a PEC em segundo turno, sem alterações, para que o texto vá a promulgação. A medida foi tomada para dar mais segurança à população diante da pandemia.
De acordo com o texto, nas cidades em que houver segundo turno, o pleito será realizado no dia 29 de novembro. Os parlamentares aprovaram a proposta após várias rodadas de negociação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e especialistas em saúde pública. A PEC tem apoio e foi em parte sugerida pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso.
Na Câmara, o relator da PEC foi o deputado Jhonatan de Jesus (RR), líder do Republicanos. A legenda do parlamentar mudou de orientação sobre o tema após as negociações. Ao ler o relatório em plenário, ele justificou a necessidade de votação da emenda à Constituição. 
— Estamos convencidos de que a alteração do calendário eleitoral de 2020 é medida necessária no atual contexto da emergência de saúde pública que se impõe e que os novos prazos e datas propostos são adequados e prestigiam os princípios democrático e republicano — discursou.
Vice-líder do bloco do centrão, Hildo Rocha (MDB-MA) criticou a proposta durante a votação . Ele apresentou um requerimento para retirar a PEC da pauta, mas foi derrotado. O deputado afirmou ainda que o texto possuía "várias inconstitucionalidades".
— Não é porque o ministro Barroso (presidente do TSE) quer que nós vamos adiar. Quem conhece eleição é o deputado porque a gente já disputou eleição. Não é juiz que conhece. É um erro trazer diretamente para o plenário essa PEC — discursou Hildo Rocha.
Durante o encaminhamento para a votação, apenas o PL e PSC foram contrários à proposta. Todas as outra legendas se disseram a favor da PEC.
Pelo texto aprovado, as convenções para escolha dos candidatos deverão ser realizadas entre 31 de agosto e 16 de setembro. Essas reuniões podem ser feitas de forma virtual.
Primeiro turno: 15 de novembro.
Segundo turno: 29 de novembro.
Período para convenções partidárias: entre 31 de agosto e 16 de setembro.
Prazo para registro de candidatos: até 26 de setembro.
Início da propaganda eleitoral em rádio, TV e internet: 27 de setembro.
Divulgação de relatório sobre transferência de verba do Fundo Eleitoral: 27 de outubro.
Prazo para prestação de conta das campanhas: até 15 de dezembro.
Prazo para julgamento de contas de campanha: até 12 de fevereiro.
Prazo para diplomação de eleitos: até 18 de dezembro.
Prorrogação do pleito por alto número de infectados: poderá ocorrer, por decisão do TSE, em municípios mais afetados pela crise até a data-limite de 27 de dezembro. Até o mesma dia, o Congresso está autorizado a transferir a eleição em um estado.
Prazo para partidos ou coligações questionarem irregularidades em campanhas de adversários: até 1º de março.