terça-feira, 22 de setembro de 2020

COBERTURA VACINAL ESTÁ ABAIXO DA META NO RN E SESAP ALERTA AOS PAIS PARA RISCOS DE DOENÇAS

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Faltando pouco mais de três meses para terminar o ano de 2020, o Rio Grande do Norte não bateu nenhuma das metas da cobertura vacinal em crianças menores de 1 ano e de 1 ano de idade. Embora as doses não tenham faltado no estado e nem no país. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap).

“Diante de uma meta de 90 e 95%, ainda estamos um pouco distante, mas estamos buscando essa melhora dessa cobertura junto aos municípios”, informou, Iraci Nestor, da área técnica de Imunização da Sesap que pede que os pais fiquem atentos ao calendário de vscinação dos filhos para não perder as datas das doses.

“Existe um calendário e uma faixa etária para cada vacina dessas e a dose que ela deve tomar”, enfatiza Iracir. Por isso a importância de seguir corretamente as datas estipuladas na caderneta de vacinação. Algumas doses não podem ser tomadas depois da data. Porém, mesmo se estiver com atraso, a mãe ou o responsável pela criança devem procurar o posto de saúde mais próximo para que o profissional avalie cada situação. 

Como a situação vem sendo verificada no país, em outubro será lançada uma campanha nacional que possibilite ainda mais o acompanhamento dessas crianças em idade de vacinação. As redes municipais de saúde poderão ir até as residências dessas crianças com o intuito de evitar o atraso das doses.

As normas do Ministério da Saúde determinam que as datas e doses ainda não tomadas devem ser marcada na caderneta em lápis grafite. Assim como as que já foram aplicadas devem ser assinaladas de caneta. A medida é para facilitar a compreensão dos pais ou responsáveis.  

O calendário da rede pública de saúde é composto por nove vacinas nessa faixa etária. Duas delas, apesar de apresentarem índices não satisfatórios, estão com um percentual acima de 60% de uma meta de 90 e 95% respectivamente. São elas a BCG que previne contra a tuberculose e a Hepatite B. Ambas são aplicadas em dose única, a primeira, logo ao nascer e a segunda, em até um mês. As outras sete, apresentam percentuais entre 50 e 60%. 

De acordo com os dados da Sesap, essa queda vem se apresentando desde 2015, ano em que a cobertura estadual ficou entre 87 e 100%. Percentuais que vêm caindo, porém em 2020 houve um decréscimo acentuado.  

De acordo com Iraci Nestor, da área técnica de Imunização da Sesap, a pandemia ajudou na potencialização desse decrścimo. No entanto, a falta de informação sobre as doenças que a vacinação promovem causa um relaxamento na população. “Muita gente jovem não conhece doenças que a gente já tem eliminado ou erradicado no nosso país e por não existir a doença, passa aquela falsa sensação de que ela não vai mais ocorrer como é o caso da pólio (Poliomielite)”. 

Há mais de 30 anos que a Poliomielite foi erradicada do país, no entanto, o vírus não foi eliminado das Américas e a qualquer momento pode entrar nas fronteiras e contaminar alguém que não esteja imunizado. No Rio Grande do Norte, pouco mais de 54% das crianças estão imunizadas contra a poliomielite. “A gente tem aí um grupo com quase 50% das crianças sob o risco de o vírus chegar e elas estarem suscetíveis a desenvolver a doença”, informou Iraci.

Preocupação também com o Sarampo que apesar de a doença ter recebido um certificado de erradicação em 2016, apresentou uma retomada em 2018, com casos notificados em alguns estados do país, inclusive no Rio Grande do Norte. A vacina que combate a doença é a Tríplice viral, que deve ser tomada aos 12 meses e 1 ano e 3 meses. Segundo Iraci, as crianças compõem o grupo com mais risco de morte. 

Retorno das aulas

Com a retomada das aulas na rede particular de ensino em alguns municípios e em especial na capital potiguar, fica o alerta também para as datas de aplicação do reforço das doses de algumas vacinas. A técnica em imunização pede aos pais e às escolas que estejam atentos e ajudem a manter a imunização contra doenças que podem voltar se a baixa na cobertura se manter.

Veja abaixo as vacinas e cada idade que as vacinas devem ser tomadas, segundo o calendário do Ministério da Saúde

Ao nascer

BCG (Bacilo Calmette-Guerin) – (previne as formas graves de tuberculose, principalmente miliar e meníngea) - dose única - dose única 

Dois meses

Penta (previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B) – 1ª dose

Vacina Poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) - (VIP) (previne a poliomielite) – 1ª dose

Pneumocócica 10 Valente (conjugada) (previne a pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo) – 1ª dose

Rotavírus humano (previne diarreia por rotavírus) – 1ª dose

Três meses

Meningocócica C (conjugada) - (previne Doença invasiva causada pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C) – 1ª dose

Quatro meses

Penta (previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B) – 2ª dose

Vacina Poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) - (VIP)  (previne a poliomielite) – 2ª dose

Pneumocócica 10 Valente (conjugada) (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo) – 2ª dose

Rotavírus humano (previne diarreia por rotavírus) – 2ª dose

Cinco meses

Meningocócica C (conjugada) (previne doença invasiva causada pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C) – 2ª dose

Seis meses

Penta (previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B) – 3ª dose

Vacina Poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) - (VIP) - (previne poliomielite) – 3ª dose

Nove meses

Febre Amarela – uma dose (previne a febre amarela)

12 meses

Tríplice viral (previne sarampo, caxumba e rubéola) – 1ª dose  

Pneumocócica 10 Valente (conjugada) - (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo) – Reforço

Meningocócica C (conjugada) (previne doença invasiva causada pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C) – Reforço

15 meses

DTP (previne a difteria, tétano e coqueluche) – 1º reforço

Vacina Poliomielite 1 e 3 (atenuada) (VOP) - (previne poliomielite) – 1º reforço

Hepatite A – uma dose

Tetra viral – (previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora) - Uma dose  

4 anos

DTP (Previne a difteria, tétano e coqueluche) – 2º reforço

Vacina Poliomielite 1 e 3 (atenuada) (VOP) – (previne poliomielite) - 2º reforço

Varicela atenuada (previne varicela/catapora) – uma dose

Atenção: Crianças de 6 meses a 5 anos (5 anos 11 meses e 29 dias) de idade deverão tomar uma ou duas doses da vacina influenza durante a Campanha Anual de Vacinação da Gripe.

 

com informações do tribunadenoticias.com