quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Setembro Dourado: Oncologista do Varela Santiago reforça importância da prevenção mesmo em tempos de pandemia

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O atual momento vivido no mundo, com a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), trouxe inúmeras incertezas para a população. Entre as dúvidas está a questão da manutenção dos tratamentos de saúde durante esse período. 

O câncer é um dos principais problemas de saúde pública do mundo, sendo responsável por muitos óbitos. Nesse contexto, a interrupção dos tratamentos e dos procedimentos para o diagnóstico precoce do câncer representam uma grande preocupação.

Vale ressaltar que estes sinais e sintomas não significam que a criança ou o adolescente tem câncer. Mas, se apresentar algum deles, é aconselhável levar ao médico para esclarecer e tirar dúvidas.

A recomendação é que ao visitarem clínicas e hospitais, os pacientes oncológicos sejam acompanhados por uma única pessoa, preferencialmente com menos de 60 anos de idade. 

Além da atenção às recomendações gerais de prevenção, como o uso de máscaras e a lavagem adequada das mãos, é importante também que os pacientes permaneçam somente o tempo necessário em clínicas e hospitais e evitem contato físico direto mesmo com médicos ou equipe de saúde.

Em tempos de covid-19, é importante lembrar que outras doenças não esperarão a pandemia passar para se manifestarem. É preciso reforçar a importância da prevenção e da manutenção de tratamentos mesmo diante da crise de saúde vivida atualmente. 

Com as recomendações de distanciamento social e as diretrizes amplamente divulgadas para que as pessoas evitassem ao máximo procurar o hospital para prevenir exposições desnecessárias ao coronavírus, a população deixou de buscar assistência médica mesmo em casos extremamente importantes e isso pode trazer sérios problemas.

O câncer infantojuvenil é a primeira causa de morte por doença entre crianças e jovens de 1 a 19 anos,  segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, e um atraso no seu diagnóstico pode ser fatal. 

De acordo com o INCA, no Rio Grande do Norte, o número de novos casos estimados chega a 130 por ano, nessa faixa etária, sendo que muitos pacientes ainda são encaminhados aos hospitais de referência com a doença em estágio avançado, ou são subnotificados.

Os principais sinais e sintomas do câncer infantojuvenil são: dores ou aumento na barriga;  palidez repentina; manchas roxas pelo corpo; dores nos ossos; ínguas ou nódulos, principalmente nas axilas, pescoço e virilha; perda de peso; mancha branca na pupila (reflexo de olho de gato); dores de cabeça; náuseas e vômitos, acompanhados de dores de cabeça; convulsões;  alteração na fala e no andar; dores nos ossos não relacionadas a fraturas, quedas e traumas; nódulos na cabeça, pescoço, braços e pernas; sangramentos em geral e fraqueza.