domingo, 8 de novembro de 2020

UERN Natal presta assessoria para financiamentos culturais

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Todos os anos, milhares de reais disponíveis através de editais culturais não são usados para financiamento de atividades culturais por falta de projetos no formato exigido para submissão das propostas. Ciente disso e da função social da UERN com a extensão, a professora Irene van den Berg, da Escola de Extensão da UERN Natal, prestou assessoria e ajudou a Associação de Idosos Julieta Barros (AIJB) a ser contemplada com recursos de três editais viabilizados pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei Federal Nº. 14.017/2020),  executados pela SECULT/FUNCARTE (Secretaria Municipal de Cultura de Natal / Fundação Capitania das Artes).

Realizamos encontros presenciais e remotos, com o objetivo de conhecer a história da entidade e dos artesãos, suas ações, produções artísticas,  anseios, dificuldades e sonhos. A partir dessas informações, fomos desenhando juntos as propostas. Os artesãos e a coordenação da associação foram também muito solícitos e comprometidos, recuperando registros para construção de portfólios, providenciando documentação e propondo as ações”, conta a professora.

A associação é vizinha da UERN Natal, na zona Norte. A AIJB aprovou três projeto No apoio a espaços culturais, o recurso só pode ser aplicado na manutenção ordinária de contas e predial. Marlene Santana, coordenadora da Associação, conta que, nesse quesito, o dinheiro já tem destino certo. “Há alguns anos estamos tentando mudar o telhado, pois ele foi construído a partir da doação dos materiais de demolição da antiga penitenciária João Chaves, onde hoje está edificado o Complexo Cultural da UERN. Como esse telhado foi feito com material reutilizado, o desgaste pelo tempo de uso vem causando alguns transtornos”, justifica.

Na categoria de “Oficinas de capacitação online e/ou em vídeos produzidos e finalizados para inserção nas plataformas digitais ou através de Downloads”, a AIJB submeteu o projeto Oficinarte, para iniciação a técnicas artesanais. O recurso será investido na produção de 12 vídeos sobre técnicas artesanais, como crochê, bordado, renda entre outros. “Esse projeto vai oportunizar aos artesãos desenvolver uma ação nova que é divulgar suas aulas na internet, ao mesmo tempo será a oportunidade de uma renda num período de dificuldades para todos”, comenta Johhanes Cipriano, artesão beneficiado com o projeto.

Além da assessoria na proposição dos projetos para o editais, a EdUCA dará apoio na execução de todas as ações e na organização da prestação de contas. “Os projetos requerem manipular o uso de tecnologias e aplicações para divulgação e comunicação em ambiente de rede de internet, e os artesãos não tem familiaridade com esses recursos. Por isso, os bolsistas de extensão que trabalham em ações na EdUCAdeverão contribuir com processos de edição de vídeos, criação de site, criação de canal para veiculação dos vídeos e postagem de materiais produzidos. Para a fase de prestação de contas, também a associação contará com a ajuda de técnicos na orientação de organização de documentos notas fiscais e geração de relatórios”, garante a professora Irene.

Diante do sucesso da assessoria prestada, a professora que é coordenadora administrativa da Educa, já estuda oferecer o serviço para outras associações comunitárias e disponibilizou o email irenearaujo@uern.br para atender interessados. “O trabalho de extensão desenvolvido pela EdUCA na Zona Norte de Natal vai além dos cursos que são oferecidos a cada semestre. Desempenhamos uma relação de amizade, de cooperação e de confiança com a comunidade. É a universidade pública fazendo seu papel social de contribuir com o conhecimento, formação e  acesso de grupos vulneráveis a oportunidades e políticas sociais”, acrescenta.

A Lei Aldir Blanc  dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural diante do estado de calamidade pública decretado pela União em função da pandemia da Covid-19. Essas ações emergenciais previstas na Lei Aldir Blanc atendem aos trabalhadores da cultura, aos espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram suas atividades interrompidas por força das medidas de distanciamento social para o controle da pandemia da Covid-19.