terça-feira, 9 de março de 2021

Número de pacientes com menos de 60 anos internados é maior que o de idosos no RN

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O número de pessoas abaixo de 60 anos internadas em leitos críticos por Covid-19 no Rio Grande do Norte é, pela primeira vez desde maio do ano passado, maior do que o número de idosos. De acordo com dados da plataforma Regula RN, de responsabilidade do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, em 7 de março o número de idosos ocupando leitos críticos era de 142, enquanto os não idosos eram 149.

 O aumento do número de internações de pessoas abaixo de 60 anos já se tornou perceptível ao longo da primeira semana de março, em que o percentual de ocupação dos leitos críticos por esse grupo cresceu de 46,64%, no dia 1º, para 51,20% no dia 7.

 Nessa mesma semana, o percentual de idosos internados diminuiu ao longo dos dias. No primeiro dia, 53,36% dos leitos críticos eram ocupados por idosos, e no sétimo dia essa porcentagem diminuiu para 48,80%. No Rio Grande do Norte, a vacinação dos idosos acima de 90 anos começou no dia 22 de fevereiro. Até agora, a campanha de vacinação foi ampliada para idosos de 80 anos ou mais.

 Atendimentos em Nata

 De acordo com a Prefeitura do Natal, a Rede de Urgência e Emergência de Natal – formada pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Hospital de Campanha (HC) – registrou 208.601 atendimentos de pacientes com Covid-19 no período entre os meses de junho de 2020 e fevereiro de 2021. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aponta que somente no HC, referência exclusiva para tratamento de pessoas acometidas pelo coronavírus, mais de 1.600 pacientes foram internados e receberam tratamento. Desse quantitativo, 206 pacientes (12,78%) foram pessoas de outros municípios e estados. 

Os municípios que mais receberam essa assistência compartilhada no Hospital de Campanha foram: Parnamirim (26), São Gonçalo do Amarante (16), Extremoz (13) e Ceará-Mirim (6). Além disso, em janeiro de 2021 alguns dos leitos do Hospital de Campanha foram colocados à disposição do Ministério da Saúde para receber pacientes amazonenses diante da crise de oxigênio que ocorreu na região Norte do país. Entre os estados brasileiros, Amazonas (34) vem em primeiro lugar, seguido do Rio de Janeiro (8), Paraíba (7), São Paulo (5) e Pernambuco (5).

Nas quatro UPAs da cidade (Satélite, Esperança, Potengi e Pajuçara), apesar de não serem destinadas exclusivamente à Covid-19, nos últimos nove meses a procura por algum atendimento relacionado à infecção do Sars-Cov-2 foi significativa, já que essas unidades regulam pacientes para leitos de UTI da rede especializada. No geral, 206.990 pessoas foram atendidas de junho a fevereiro, sendo 191.730 (92,62%) munícipes de Natal e 15.260 (7,37%) oriundos de outras cidades. “O quantitativo de pessoas que não são de Natal e estão sendo atendidas em nossas UPAs é preocupante. 

Os Hospitais são todos regulados, então as UPAs são a porta de entrada para pacientes em estado grave. Há dois meses Natal está atendendo acima da sua capacidade.

 E o segredo para que esse paciente Covid não evolua está em atender nos primeiros sintomas para evitar a evolução da infecção.

 Por isso temos os centros Covid com atenção básica à disposição dos natalenses com sintomas leves e as UPAs voltadas para atender sintomas mais graves como falta de ar, por exemplo. Mas paralelo a esse universo, existem as outras doenças também”, disse George Antunes, Secretário Municipal de Saúde de Natal. A UPA Satélite lidera o ranking de atendimento a usuários que não são de Natal, com um total de 7.426 pacientes de outros municípios durante a pandemia. 

Em seguida vêm as unidades de pronto atendimento Esperança, com 3.672; Potengi com 2.350; e Pajuçara tendo 1.812. No ranking do perfil desses pacientes, eles são moradores de Parnamirim (2.091), Extremoz (1.305) e São Gonçalo do Amarante (1.239). O total consolidado de atendimentos das UPAs no período de junho de 2020 a janeiro de 2021 soma 206.990.


 com informações do agorarn.com