sábado, 3 de abril de 2021

Ex-Diretor do Walfredo Gurgel médico Sebastião Paulino, desabafa pedindo união da classe pela cura das pessoas

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Nobres colegas, amigos e amigas, meu respeito!

A profissão médica está alicerçada em duas premissas fundamentais, cujo espírito humanitário se sobrepõe a qualquer regramento.

São elas:

Preservar a vida e atenuar o sofrimento humano.
O ato de preservar a vida está intrinsecamente atrelado aos desígnios de Deus.
Em minha formação acadêmica tive um professor que costumava repetir em suas aulas a assertiva seguinte: o médico trata; Deus cura.

Esta é uma verdade que conduzo comigo diuturnamente no exercício do meu ofício.
Atenuar o sofrimento humano envolve imperiosa preocupação com nossos semelhantes. É aqui que sentimos a presença forte dos familiares e demais entes queridos.

Dentro de cada criatura humana existe um coração que impulsiona sangue para o corpo inteiro, levando com ele a esperança, a expectativa do retorno, a fé na cura e o desejo incomensurável de que tudo volte ao normal.

É impossível não sentir a dor de uma família no instante em que aquela criatura humana já não respira mais.

Dói. Dói muito saber que uma vida foi interrompida, levando consigo inúmeros desejos e planos.
Muito difícil não chorar com aqueles que ficam.

Não posso abandonar a crença de que a vida continua, embora em outra dimensão.

O que mais me atordoa em meio às adversidades do dia a dia, em plena pandemia, é o conflito de ideias protagonizado pelo conhecimento de tantos medalhões perfilados em busca de notoriedade, dividindo uma classe tão nobre, justamente em um instante em que precisamos tanto de união.

A soberba e a vaidade de grupos antagônicos devidamente representados por profissionais renomados só produzem insegurança em meio à sociedase civil bombardeada por informações conflitantes e perseguida pelo medo.

Ainda não se deram conta da imperiosa necessidade que o mundo exibe de manter acesa a chama da esperança por dias melhores.

Estamos enfrentando um embate de índole e deslinde atroz. Precisamos aniquilar o inimigo.
Nossa frente de batalha não pode ruir.
O mundo clama por união.

Separados e em busca de notoriedade gratuita, seremos fragorosamente vencidos.
Estamos perdendo nossos guerreiros em linha de frente e inúmeros entes queridos.

Jamais, em tempo algum, mendigamos tanto a supremacia da união.
União e humildade.
Somos uma família.

É chegado o momento de organizarmos a nossa linha de frente e modo de atuação, enquanto ainda temos força.

É possível que a sociedade civil organizada nem saiba ainda: a jornada tem sido extenuante e o nosso limite está sendo tangenciado.

Quem cuida também pede socorro.
Deus Existe. Ele é Único.

Sebastião Paulino da Costa.
Médico e Advogado.
Natal, 02 de abril de 2021.