terça-feira, 27 de julho de 2021

Campeão de ouro: Ítalo Ferreira pretende transformar casa da avó em instituto

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Dono da primeira medalha de ouro do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, o surfista potiguar Italo Ferreira, de 27 anos, pretende criar um instituto na sua terra natal, o município de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte.

O projeto já tem até sede: a casa onde morava a avó dele, Dona Mariquinha - uma das principais inspirações do atleta, que faleceu há dois anos. Italo se emocionou ao lembrar dela, logo após conquistar o título.

"Eu queria que minha avó estivesse viva para ela ver isso. Para ver o que eu me tornei, o que eu consegui fazer pelos meus pais, por aqueles que estão ao meu redor. Não sei, não tenho palavras, só tenho a agradecer, realmente. É algo que eu almejei bastante, que eu sonhei. Tá lá do lado da minha cama essa frase que eu falei no início ("Diz amém que o ouro vem"). Todo dia, eu orei às 3h da manhã, pedi a Deus que ele realizasse meu sonho. E taí, meu nome está escrito na história do surfe" disse Ítalo em entrevista.

O Instituto Italo Ferreira foi anunciado no início de 2021, para atender crianças de Baía Formosa. O objetivo da entidade será dar oportunidade para as crianças do município que veem no surfe, inspiradas no ídolo, a possibilidade de ter uma vida melhor através do esporte.

"Com essa oportunidade, vou poder contribuir um pouco mais na evolução dessa nova geração. Poder ter esses garotos dentro do instituto, poder ensinar e mostrar a eles que é possível, que eles podem alcançar o objetivo também", disse Ferreira à época.

Com pouco menos de 10 mil habitantes, Baía Formosa teve festa durante a madrugada desta terça (27). A tensão da final do surfe em Tóquio - na primeira vez do esporte nas Olimpíadas - foi quebrada com comemoração e caminhada nas ruas.

"Não é fácil sair de Baía Formosa e buscar o ouro do outro lado do mundo, no Japão. Desde criança, ele almejava uma medalha de ouro, um troféu do mundial e agora essa medalha de ouro", disse o pai de Ítalo, Luiz Ferreira.


Com informações de: g1