sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Após morte do filho, Walkyria e César Neto pedem “Lei Lucas Santos” para punir haters da internet

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Os cantores Walkyria Santos e César Neto, pai do garoto Lucas Santos, de 16 anos – morto nesta semana, após sofrer ataques nas redes sociais – iniciaram uma campanha nas redes sociais pela aprovação de um projeto de lei de iniciativa do deputado Julian Lemos (PSL-PB) que criminaliza a prática de “haters” nas redes sociais.

O objetivo é instituir uma pena de até quatro anos de prisão, além de multa, para quem disseminar ódio ou proferir comentários discriminatórios de qualquer natureza que causem danos à integridade psíquica da criança e do adolescente. A responsabilização civil e criminal se dará, segundo o PL, para aqueles que por ação ou omissão efetuarem essa prática em redes sociais ou quaisquer meios que facilite a sua propagação. Além disso, comentários racistas, xenófobos, misóginos ou qualquer outro que cause dano à integridade psíquica da criança e do adolescente, não excluídos pelas plataformas digitais, poderão levar a diretoria das redes a responder criminalmente.

“A rede social precisa de um olhar especial por parte do nosso País, para que a gente possa colocar um freio em quem pratica esse jogo duro, perverso e cruel, que às vezes é como se fosse o disparo de um gatilho, fazendo com que pessoas comecem a entrar em depressão e a aflorar sentimentos que muitas vezes não sabem lidar”, disse o deputado Julian Lemos.

Pelas redes sociais, o cantor César Neto defendeu a aprovação do projeto. “Para que nenhuma vida seja mais arrancada de nós, vamos juntos transformar esse luto em uma luta pelo amor. Por favor, compartilhem o máximo que puderem! Vamos subir a hastag #leilucassantosja”, escreveu o pai, em publicação no Instagram. 

Walkyria Santos postou uma foto em apoio ao projeto e escreveu:

“As pessoas não podem se esconder por trás da tela de um celular, disseminarem o ódio e ficar por isso mesmo. Precisamos de leis para que mais nenhuma vida seja perdida. A morte do meu filho não pode passar em branco. Agora eu preciso do apoio de cada um de vocês para que essa lei seja aprovada e possamos salvar vidas”.

Com informações de: 98fmnatal