quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Julgamento de italiano suspeito de encomendar assassinato de compatriota tem início nesta quinta-feira (26)

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Após sete anos do assassinato do italiano Enzo Albanese, de 42 anos, foi dado início ao julgamento do suspeito de encomendar o crime. Compatriota da vítima, Pietro Ladogana sentou no banco dos réus do Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, em Natal, nessa quinta-feira (26). Foi na capital potiguar que o homicídio aconteceu, no ano de 2014, quando Albanese foi baleado com sete tiros na entrada de casa. Investigações apontavam que a vítima havia denunciado um suposto esquema de fraudes imobiliárias conduzido pelo acusado.

Pietro Ladogana está preso desde o dia 13 de setembro de 2019, após descumprir medidas cautelares, segundo a Justiça, e ser alvo de uma ação do Ministério Público Estadual (MPRN), pedindo a sua detenção. A defesa do acusado tentou transformar a prisão preventiva em domiciliar através de pedido de habeas corpus, que foi negado pelo Tribunal de Justiça (TJRN). No pedido, foi dito que ele "sofre de claustrofobia, asma e problemas respiratórios diversos".

Ladogana já enfrentou problemas com a justiça italiana. Ele foi preso dias depois da morte de Enzo Albanese, na Itália, quando estava prestes a embarcar para o Brasil. No período, ele teve prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal de Natal, mas por estar sob custódia no país europeu a medida não teve efetivação. Absolvido na Corte de Apelação de Roma, ele voltou ao Brasil e esteve em liberdade até ser preso há dois anos.

No tribunal do júri, provas e testemunhas são apresentadas pela defesa e pela acusação do réu para sete jurados que foram sorteados para participar do conselho de sentença. O julgamento é comandado pelo juiz Dr. José Armando Ponte Dias Júnior. Iniciado nessa quinta, o julgamento não tem data confirmada para ser dado o veredito.

Assassinato

O italiano Enzo Albanese, de 42 anos, foi morto a tiros na noite do dia 2 de maio de 2014. A morte aconteceu por volta das 19h45min, na rua Francisco Pignatário, no bairro de Capim Macio. Albanese era administrador de uma clínica estética e um dos diretores da comissão técnica do time Alecrim Rugby.

Na época, a ex-esposa da vítima e um dos jogadores do time que morava com ele relataram, em depoimentos à Polícia Civil, que Enzo tinha uma disputa com Pietro Ladogana. Segundo as investigações, uma denúncia feita pela vítima sobre fraudes imobiliárias praticadas pelo acusado seria o motivo do crime. Albanese teria informado a prática criminosa aos representantes da empresa e às autoridades italianas.

Pietro Lodogana é acusado de ser o mentor intelectual do crime. Ele teria mandado o policial militar Alexandre Douglas Ferreira assassinar Enzo Albanese. O agente da segurança pública atuava como guarda-costas do italiano hoje réu do crime.

Até ser morto, Enzo Albanese viveu por oito anos em Natal, onde foi casado durante seis deles com uma natalense, com quem teve uma filha.

Com informações de: tribunadonorte