segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Guarda Municipal resgata e faz soltura de cobra-corre-campo em Zona de Proteção Ambiental

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A atividade tática de resgate de animais silvestres do Grupamento de Ação Ambiental da Guarda Municipal do Natal (Gaam/GMN) removeu da área urbana uma serpente da espécie Philodryas natereri, popularmente conhecida como cobra-corre-campo. A cobra foi encontrada por populares no domingo (19), na região da Avenida 09, bairro Alecrim, zona Leste da capital.

Populares informaram ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) que acionou a viatura de patrulhamento do Gaam/GMN para proceder no resgate da serpente, que é peçonhenta, porém por possuir dentição opistóglifa não tem eficiência na ejaculação do veneno.

Na ocasião, os guardas municipais pegaram a serpente e a colocaram numa caixa de transporte, sendo em seguida avaliado o estado de saúde e como não foi encontrada nenhum um tipo de ferimento no animal, os agentes levaram a cobra para fazer a soltura na Zona de Proteção Ambiental 02, que compreende a área do Parque Estadual das Dunas de Natal.

O coordenador do Gaam/GMN, Isaac Cruz, explicou que normalmente, as cobras só atacam um ser humano quando se sentem ameaçadas. Por isso, ao avistar uma cobra é importante desviar do caminho dela, deixando-a seguir. “Caso a serpente esteja em área urbana é importante que o cidadão acione as equipes de resgate de animais silvestres ligando para o número 190 do Ciosp”, informou.

A maior parte das cobras no Brasil não tem veneno e, por isso, a picada não é perigosa para a saúde, no entanto, em qualquer caso é sempre importante ir ao hospital para informar as características da cobra e confirmar e identificar se realmente era venenosa ou não. Caso tenha sido picada por cobra venenosa, geralmente é administrado o antídoto para o veneno. Se não for possível transportar a cobra para o hospital, é aconselhado tomar nota das principais características, como cor, padrão, formato da cabeça e tamanho, ou tirar uma foto.