03 setembro 2021

Proporção de potiguares com catarata está entre as três maiores do país



Os últimos resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, divulgada pelo IBGE, mostram que 47,2% dos potiguares com mais de 60 anos haviam recebido diagnóstico de catarata em algum momento de suas vidas. Isso representa um total de 254 mil pessoas que receberam o diagnóstico da doença em um ou ambos os olhos.

A pesquisa indica que essa proporção está acima da média do Nordeste (39,3%) e do Brasil (34,6%), sendo uma das três maiores do país entre as unidades da federação, e que o diagnóstico é proporcionalmente mais comum quanto maior o grau de instrução e o rendimento familiar per capita das pessoas. Entretanto, embora tenha elevada taxa da doença, o Rio Grande do Norte fica próximo da média nacional (74,2%) em número de pessoas que realizam a cirurgia para correção visual: 70,6% daqueles que recebem indicação de cirurgia.


O levantamento apontou também que, entre aquelas que optam por realizar a cirurgia, cerca de 80% das pessoas sem instrução formal a realizam pelo SUS, enquanto 39% das que têm ao menos o fundamental completo utilizam a rede pública de saúde.

Causada pelo envelhecimento do cristalino (parte do olho que funciona como uma lente), a catarata é uma doença que impede a visão e pode levar à cegueira. A cirurgia para retirada da catarata pode ser feita na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e consiste em trocar o cristalino por uma lente (novo cristalino artificial), como se fosse uma prótese no olho.

No RN, o uso contínuo de medicamentos é mais comum entre mulheres

A PNS 2019 mostrou ainda que 70,4% dos cidadãos do RN com mais de 60 anos fazem uso contínuo de remédios receitados por médico. Enquanto entre as mulheres esse percentual é de 77%, entre os homens é de 61%. Aqueles com maior grau de instrução e maior renda familiar per capita também têm maiores médias de uso contínuo de medicamentos que aqueles com menor instrução e rendimento.

SUS é responsável por 58% dos cuidados em reabilitação regular

A pesquisa identificou no RN cerca de 300 mil pessoas de dois anos ou mais que possuíam deficiência em alguma função vital. Considerou-se pessoa com deficiência aquela relata apresentar muita dificuldade ou não conseguir de modo algum enxergar, ouvir, se locomover, mexer os membros superiores ou realizar tarefas habituais por limitações mentais ou intelectuais. Observou-se que a deficiência física é maior quanto maior a idade e que, por outro lado, sua incidência é menor conforme aumenta o nível de instrução.




Além disso, a PNS mostrou que 58% das pessoas com alguma dificuldade ou deficiência física que receberam reabilitação de forma regular utilizaram o SUS, número próximo da média da região Nordeste (58,2%).