quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Por falta de pagamento da prefeitura, cirurgias cardiológicas são suspensas para crianças

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Pelo menos 30 crianças com problemas como cardiopatia aguardam cirurgias e devem esperar ainda mais em razão do impasse gerado pela falta de pagamento à prestadores de serviços que realizam cirurgias eletivas pelo SUS.

Em novembro, a crise já havia sido deflagrada em razão da falta de pagamentos por parte do Estado e do Município de Natal. Com a secretaria estadual de Saúde quitando sua parte, algumas cirurgias foram retomadas. O município fechou acordo para efetuar o débito, mas médicos e hospitais reclamam que até agora, não receberam.

De acordo com informações, junto à regulação que enfileira a ordem de cirurgias das crianças, muitos dos pais não sabem da situação e acreditam que a demora se deve por questões habituais, ou seja, há pais acompanhando filhos em internação no Onofre Lopes acreditando que a criança será chamada para cirurgia a qualquer momento, porém não há previsão de ocorrer em razão da suspensão do serviço, até então, desconhecida por eles.

Atualmente, os procedimentos mais afetados são aqueles que envolvem cardiopatia. Já os prestadores de serviços envolvidos na questão são, pelo menos, os seguintes: Incor, Hospital do Coração, Prontoclínica Paulo Gurgel e Hospital Memorial.

Reunião

O secretário municipal de Saúde, George Antunes, anunciou medidas para sanar a crise e contestou alguns pontos a respeito do tema.

Como medida prática, todavia, ele anunciou uma reunião com os prestadores de serviço ainda nesta terça-feira para encaminhar um pagamento de mais de R$ 5 milhões. Ele explicou que esse valor se refere a uma primeira parcela de mais de R$ 70 milhões.

Com o pagamento sendo encaminhado, ele espera que as coisas voltem à normalidade. Antunes explicou ainda que parte da crise que está acontecendo decorre da falta de pagamento do Estado do Rio Grande do Norte à Prefeitura do Natal.

“Acontece que o Estado nos deve recursos de saúde e com os quais pagaríamos esses prestadores. E o estado simplesmente diz que não vai pagar, mas nós vamos. Vou arrumar dinheiro de outra fonte. Mas vai ser pago”, garantiu George Antunes.

MP

Uma das promotoras que monitora o assunto, Iara Pinheiro, da Promotoria de Defesa da Saúde, informou que recente audiência foi feita com as partes envolvidas.

Como o órgão está de recesso, no entanto, os desdobramentos judiciais do caso seguem imprevisíveis.

Com informações de: blogdobg