27 agosto 2021

MP nega participação em aquisições feitas pela Sesap, confira nota emitida


O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), emitiu, nesta quinta-feira (26), uma nota sobre declarações do Controlador-geral do Estado, Pedro Lopes, que disse em entrevista, que em um dos contratos, o primeiro, celebrado com recursos federais, o Governo do RN contou com a colaboração do MPRN.

Nota:

1 – em abril de 2020, única e exclusivamente com o objetivo de auxiliar no combate ao avanço da Covid-19 em nosso Estado, disponibilizou estruturas de pessoal e equipamentos ao Comitê Governamental de Gestão da Emergência em Saúde Pública decorrente do Coronavírus, conforme noticiado à época (https://www.mprn.mp.br/portal/inicio/noticias/10618-mprn-disponibiliza-estruturas-de-pessoal-e-equipamentos-para-comite-estadual-de-combate-ao-coronavirus);

2 – entre os auxílios oferecidos, houve a disponibilização voluntária de servidores do Setor de Compras do MPRN para ajudar em cotações de preços. Em alguns casos, houve cotações de preços em mais de 50 fornecedores em todo o país para apenas um único item;

3 – essas cotações de preços foram feitas rigorosamente com base nos itens e condições definidos unilateralmente pela própria Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), não tendo a equipe do MPRN tecido indicativos sobre quais deveriam ser adquiridos e/ou contratados;

4 – o Setor de Compras do MPRN não participou de qualquer decisão sobre a aquisição e/ou contratação dos itens e as análises das cotações e dos fornecedores, limitando-se a tão somente fazer as cotações de preços.

OPERAÇÃO LECTUS

A Operação, que significa leito hospitalar em latim, foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (25), no RN, com o objetivo de combater o desvio de recursos públicos federais destinados ao tratamento da covid-19.

A operação conta com a participação da Controladoria Geral da União (CGU), para investigar fraudes em dispensas de licitações, peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

Mandados de busca e apreensão são cumpridos em e Mossoró/RN assim como em João Pessoa e Bayeux/PB. 

O inquérito se baseou foi instaurado em setembro de 2020 e identificou a existência de uma associação criminosa que direcionou contratações de leitos de UTI, em hospitais da capital potiguar. O objetivo seria desviar de recursos públicos federais destinados ao tratamento da covid-19.